Meus Poemas-72

Meus Poemas-72

A INVEJA.

A inveja é como um comboio parado,
Num velho tosco e sombrio apeadeiro,
Barco rombo que não vai a nenhum lado,
Que encalhou numa noite de nevoeiro.

Um caminho que leva à morte,
Deixa passar a vida e suas estações,
Uma cela com parede bem forte,
Um verme que destrói os corações.

Inveja é como casa velha sem janela,
Ser amarrado com correntes sem vida,
Comida apodrecida em abandonada cela,
É morada vazia pelo vento destruída.
Por: António Jesus Batalha.

Meus Poemas-72-rima

RIMA.

Preciso a rima encontrar,
Para minha nova poesia,
Se a encontra-se a sonhar,
Toda a noite eu dormia.

A quadra que foi dividida,
Num ode que se quebrou,
Ficou a rima esquecida,
Com poema que não findou.

Fui espreitar pela janela,
A quem passava perguntei,
Se deram pela falta dela,
A rima de que antes falei.

Numa bela manhã aquecida,
Vinha plo caminho a coxear,
A rima que muito divertida,
Veio para meu poema acabar.
Por: António Jesus Batalha.

Meus Poemas-72-para

PÁRA.

Onde pára a tua alegria ó criação,
Vives cada dia nessa tristeza assim,
E tens muita mágoa no teu coração,
As dores e as vinganças não têm fim.

Viver é ajudar também na vida alheia,
Pois ao morrer vais entregar a tua vida,
Agora, precisas de luz na tua candeia,
Pelas trevas tua vida está consumida.

O Criador conhece a tua fragilidade,
Conhece tudo que na tua vida se passa,
Pelo seu amor quer dar-te a eternidade,
Revelar-te os Seus dons pela Sua graça.
Por: António Jesus Batalha.

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